Banquete

2016

Primeiro álbum autoral Banquete (2016), Marcelo Amaro presta reverência ao samba e suas origens a exemplo da faixa ‘Abre a Roda’, que homenageia o ritmo jongo. 

Segura aí

Marcelo Amaro toca e canta com uma sinceridade carioca, o riso espontâneo, a percussão no sincopado dos trópicos. Fui ouvir os sambas que ele gravou. A voz, eu já conhecia das muitas vezes que sentamos, lado a lado, na mesa do Samba do Trabalhador. Gostei! Tambores de todas as peles, de todos os santos, pontos de jongo, quintal de subúrbio, aproximando diferentes entidades.

Uma carreira construída na curva da roda de samba. Compromisso social, racial, Marcelo afina o tamborim pros novos desafios, o solo dos seus sonhos na cadência do seu talento. E como diz o verso – vira e mexe – o tambor que “te” representa, seu canto, seja o mensageiro de uma geração fundamental pro samba brasileiro.

(Moacyr Luz)

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